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26/08/2020 - 12:30

 

Nesta quarta-feira, 26 é Dia Internacional da Igualdade Feminina, uma data simbólica pouco conhecida, mas que compreende as lutas feministas do passado e do presente por direitos a igualdade de gênero.
As lutas por igualdade abriram caminhos para a conquista de alguns direitos, como o voto e participação direta na política. Mas, a batalha vai muito além daquilo que foi garantido no passado pois, as mulheres estão cada vez mais determinadas a garantir essa igualdade, especialmente no mercado de trabalho. 

Profissões que antes eram consideradas pela sociedade como “masculinas” estão sendo cada vez mais escolhidas por mulheres. Como é o caso do mundo da Tecnologia. Apesar da evolução, elas ainda são minoria neste campo. No Brasil, apenas 18% dos graduados em ciência da computação e 25% dos empregados em áreas técnicas de tecnologia da informação (TI) são mulheres, de acordo com dados divulgados em 2019 pelo do programa YouthSpark da Microsoft.

 

Lorenna Góes, Gerente de Divisão de Projetos e Inovação (DPI)

 

“As meninas crescem sem incentivo e muitas vezes, até sendo desestimuladas a atuarem em áreas predominantemente masculinas. Os estereótipos criados desde a infância incentivam que as atividades de ‘meninos e meninas’ sejam distintas. Mas, acredito que já há na geração atual uma corrente mudança para transformar essa realidade em um futuro próximo”, conta Lorena Góes, Gerente da Divisão de Sistemas Específicos – DSE da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Pará – Prodepa.

 

 

Para Adriana Xisto, Gerente da Divisão de Projetos e Inovação (DPI) da Prodepa, é necessário que a escola e a família trabalhem em conjunto para mudar o cenário de desigualdade de gênero na área tecnologia. “Lembro que foi durante um trabalho de pesquisa na escola sobre profissões, que conheci com mais detalhes o curso de computação e junto com as informações que saíam na mídia, que diziam ser a profissão do futuro, eu me interessei pela área”, recorda.

Adriana comenta ainda que, apesar de a área tecnológica ser um ambiente predominantemente masculino, isto nunca a deixou em dúvidas sobre seguir na carreira. “Isso nunca foi algo que me assustou. Na graduação mais de 80% da turma era masculina. Quando entrei no mercado de Trabalho também era nítida a diferença, mas eu nunca enfrentei dificuldades em relação a isso. Sempre fui respeitada no meu trabalho. Mas sabemos que lá fora isso não é regra”, salienta.

 

 

Já Elaine Costa, gerente de Infraestrutura de Dados, considera sua nova experiência na Prodepa muito produtiva. “Eu senti a predominância masculina nessa área desde a faculdade, mas no cargo de gerência que ocupo aqui na Prodepa, a minha experiência está sendo bem produtiva. Aqui se debate sobre o trabalho independentemente de gênero”, afirma. 

Ao contrário do que muitos pensam, a data foi criada para lembrar momentos importantes das mulheres por igualdade de gênero e não por superioridade feminina. A Prodepa valoriza e respeita as mulheres e o trabalho que realizam.
 

Texto: Ananda Louzeiro
Revisão: Gabriela Dutra