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12/03/2018 - 15:45

Com um projeto inovador, a equipe de Engenharia de Sistemas da PRODEPA cria carteirinha de identificação do usuário criptografada.

A inclusão de portadores com necessidades especiais ao transporte interestadual motivou a Agência de Regulamentação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (ARCON), a buscar opções que darão maior segurança e cidadania a essas pessoas, e para que o projeto fosse elaborado e executado, a Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (PRODEPA) entra com a sua equipe de Engenharia de Sistemas para mais esse desafio.

No Brasil cerca de 6,2% da população tem algum tipo de deficiência. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) considerou quatro tipos de deficiências: auditiva, visual, física e intelectual. No estado do Pará esse número é considerável, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 23,61% dos paraenses possuem algum tipo de deficiência. A população que possui alguma limitação visual, auditiva, motora, intelectual ou mental ultrapassa o número de um milhão, significa que um a cada cinco paraenses é portador de alguma necessidade especial e grande parte dessas pessoas moram nos diversos municípios do estado e muitas das vezes sofrem pela má vontade e desrespeitos das outras pessoas que falsificam os seus documentos para usufruir do benefício que é do deficiente físico, como o da gratuidade no transporte interestadual.

Para que a pessoa tenha mais segurança, dignidade e respeito, a equipe de Engenharia de Sistemas da Prodepa desenvolveu uma carteirinha, mas não é uma carteirinha qualquer, pois ela possui um sistema integrado de tecnologia: PCDcard, Cryptor e Harpia. Vamos entender melhor como funciona!

PCDcard: significa Cartão de Pessoas Com Deficiência, essa é a carteirinha que contém foto, nome, e dados de identificação, atrás da carteirinha existe um Qr Code, que foi gerado pelo Cryptor.

Cryptor: trata-se de um sistema seguro desenvolvido para criptografar as informações de cada usuário, esse sistema é anti-hacker, ou seja, dificulta o roubo de dados ou a falsificação de terceiros para benefício próprio. Para tudo isso tem que existir o leitor, que é o Harpia.

Harpia: é um aplicativo para celular desenvolvido para ler apenas as informações do Cryptor, ou seja, esse sistema decifra o código que está atrás da carteirinha com as informações sobre o suário. Esse aplicativo pode ser baixado nas lojas virtuais e de graça, será usado principalmente por cobradores e motoristas de transporte interestadual para a identificação do deficiente físico que possui o PCDcard.

Não precisa de internet para utilizar o aplicativo!

Sabemos que em algumas regiões o acesso à internet é ruim, não tem sinal de telefonia, pensando nessa problemática, a equipe de Engenharia de Sistemas da Prodepa, criou o aplicativo para ser usado mesmo sem conexão a internet, ou seja, ele consegue ter a mesma precisão e dará a informação sobre o usuário em qualquer localidade de nosso estado.

Segundo o gerente de Engenharia de Sistemas da PRODEPA, Evandro Paes, o sistema tem grandes objetivos. "Para o futuro a gente pretende acabar com a falsificação de documentos. e depois poder ser utilizando em qualquer lugar, tendo ou não internet. O primeiro e principal foco seria nesses dois pontos. Tudo isso foi criado com o intuito de acabar com a falsificação de documentos, e a ideia é que isso sirva para todo e qualquer documento em um futuro próximo e que possa atingir o estado do Pará como um todo. É um desafio muito grande colocar pra rodar um sistema em um lugar onde não tem internet, e isso torna o nosso sistema em um sistema inovador!", conclui Evandro.

Mas como tudo isso funcionará?

Primeiro a pessoa entra em contato com a ARCON, verifica o local de cadastramento e seguida vai até o local onde será cadastrada pelo sistema PCDcard com todos os dados pessoais do deficiente físico. Após tudo isso o Cryptor gerará o código na carteirinha e assim o usuário já poderá usufruir de seus benefícios que é a gratuidade assegurada para utilizar o transporte interestadual com mais segurança e dignidade. Esse sistema já está em fase de testes pela equipe da PRODEPA e espera apenas o aval da ARCON para que seja utilizado.

Texto: Welington Barata

Gerência de Comunicação Prodepa